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Borat é tão fora de moda

Em 2006 o mundo descobriu o comediante Inglês Sacha Baron Cohen como Borat o segundo melhor repórter do Cazaquistão em suas aventuras pelos Estados Unidos e agora em 2009 O Repórter de moda Austríaco que depois de ver sua carreira acabar em seu país natal decide atravessar o Atlântico e ir para América alcançar o sucesso e se tornar “uber famoso”. E claro que nada de bom pode sair daí.
Todos aqueles que riram, fizeram cara de nojo e se indignaram com Borat, podem esperar muito mais de Bruno, que eleva a escatologia e a vergonha alheia ao cubo em cenas que a cada segundo alfineta o estilo americano de vida com todo seu preconceito, certezas e futilidade. Cenas impagáveis como Bruno em uma festa de swing são características desse humor negro e doentio que ficou conhecido no primeiro filme de Sacha.
O enredo de Bruno é bem parecido com o de Borat o que acaba deixando a seqüência parecida com o spin-off de uma série qualquer e dá a sensação de deja vu em algumas cenas, mas que mesmo assim não tiram o mérito de toda a produção que supera as expectativas de uma continuação.
Enfim Bruno é um ótimo filme para aquelas pessoas, que não se chocam fácil e que se divertem muito mais com o politicamente incorreto. Palmas para Sacha que consegue tantas proezas com personagens tão distintas entre si, mas todas cumprem o seu papel, sendo um repórter do Cazaquistão, um outro repórter homossexual austríaco, um rapper, ou um barbeiro charlatão.

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Apenas o fim.

Em poucas palavras pode-se dizer que o filme é uma autobiografia dos relacionamentos adolescentes ou não das pessoas que cresceram e passaram a vida usufruindo a cultura pop. Esta que é citada durante todo o filme para simbolizar discussões, conversas e momentos engraçados do casal que protagoniza a história.

A trama do filme é simples, Ela (interpretada por Érika Mader) fala para Ele (Gregório Duvivier) que está indo embora e que eles têm uma hora antes que ela parta. A partir daí acontece uma série de conversas no campus da faculdade que vão de devaneios sobre o futuro do casal ao saudosismo romântico dos casais apaixonados e todas essas conversas regadas a referências à cultura pop em geral que envolvem até uma discussão sobre o que é melhor, os filmes de Godard ou Transformers. Claro que as referências não param por ai e esse é um ponto interessante no filme, onde as pessoas não se prendem somente ao romantismo que a situação proporciona e passam também a prestar atenção e comentários sobre Kingdom Hearts, Tamgochi, Star Wars e etc. Levando também o espectador ao saudosismo da adolescência, infância e por que não à vida adulta.

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Na parte técnica Mateus Souza, um garoto de apenas 20 anos, mostra que veio mostrar serviço no cinema nacional. Com takes simples e cenário natural, mostra que o cinema não precisa ser recheado de efeitos e sofisticações para ser bom.

Apenas o fim vai fazer você se lembrar de um grande amor, de todo o sofrimento de um final de relacionamento, da angústia, das lembranças, de tudo que foi bom e foi ruim no relacionamento. Com certeza você vai achar um pouco de si em cada um dos personagens. E lembrar que as vezes é apenas o fim.

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Sacha Baron Cohen está de volta é tão hilário como antes.

Depois de todo sucesso do segundo melhor repórte de todo o Cazaquistão. Sacha Baron Cohen está de volta com sua outra personagem, o modelo Aústriaco gay Brüno, que vai para os Estados Unidos tentar se descobrir. A partir daí o filme segue a mesma linha de Borat, com momentos de vergonha alheia e muito constrangimento.

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No link abaixo o engraçadissimo trailer do filme pode ser assistindo sem legendas.

Trailer

Brüno estreia por aqui no dia 31 de Julho.

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5 novo TVspots de Transformers: Revenge Of The Fallen

O site SCI-FI Wire disponibilizou 5 novos vídeos de Transformers: Revenge Of The Fallen.
Nos vídeos várias cenas se repetem, mas mesmo assim mostram que o filme vai estar recheado com cenas de ação.

No filme, Sam e Mikaela estão novamente na mira dos Decepticons, que desta vez precisam do rapaz vivo: ele detém conhecimentos valiosos sobre as origens dos Transformers e sua história ancestral na Terra. Enquanto isso, os militares dos Estados Unidos e uma força internacional juntam-se aos bondosos Autobots para enfrentar os vilões.

Transformers: Revenge Of The Fallen estreia mundialmente no dia 24 de Junho.

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E Você? O que tem na sua coleção?

Toda pessoa apaixonada por cinema com certeza tem algum, ou alguns filmes na sua prateleira. Desde um filme que marcou um momento especial, um que a pessoa se identificou, aqueles das bancas de jornal e até algum filme que achou na promoção se interessou, mas se arrependeu profundamente de ter comprado assim que subiram os primeiros créditos finais.

Eu como um aspirante a cinéfilo, já tenho dentro do guarda-roupa (ainda não tenho um espaço na prateleira pros meus filmes) uma modesta coleção de filmes e séries, que está crescendo e que é incontável o número de filmes que ainda quero possuir.

Mas e você leitor deste humilde blog. Tem algum filme ou uma coleção de filmes em casa? Comente sobre os filmes que você tem, ou pelo menos aqueles que você mais se orgulha de ter.

Aqui vai o link com os filmes da minha coleção. Já aviso que existem alguns que eu comprei por impulso e acabei me arrependendo, alguns eu não assisti ainda, e outros que viraram pérolas da coleção. Um exemplo dessas pérolas é o Ensaio Sobre a Cegueira autografado pelo Fernando Meireles, que comprei pela 2001.

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Resenha do documentário “SURPLUS”

Documentário mostra o lado obscuro dos regimes capitalista e socialista.

 

Surplus, uma produção de 2003 do diretor Erik Gandini, mostra uma realidade cada vez mais aterrorizante que está totalmente banalizada nos dias de hoje. A de que o homem transformou-se em uma máquina de consumo e ganância que está destruindo o mundo e o tornando cada vez mais afásico e amoral.

Erik Gandini nos apresenta um filme bastante intrigante no qual ele usa de uma estética diferente e moderna, com imagens e sons que praticamente transformam o filme em um vídeo-clipe, tornando-o visualmente interessante o que prende a atenção das pessoas, principalmente o público jovem, para que a mensagem seja apresentada de uma forma objetiva e clara desta situação da sociedade contemporânea.

Com uma visão bem forte da realidade atual, o filme mostra como o meio ambiente vem sendo destruído para que as indústrias continuem a produzir cada vez mais e assim maximizem seus lucros. Além desta questão ambiental Erik Gandini mostra também como a publicidade hoje está sendo distorcida pela indústria cultural para impor suas vontades às pessoas que perante esta situação acabam sendo influenciadas a comprar coisas totalmente supérfluas.

Outra parte marcante do filme é a entrevista com o filósofo e anarco-primitivista americano John Zerzan, um defensor da idéia de que os problemas da humanidade só serão sanados com a desindustrialização da sociedade e com o abandono da tecnologia. E durante todo o filme trechos da entrevista de Zerzan são mostrados, fazendo um comparativo entre o que ele pensa e o que de fato anda acontecendo no mundo.

Uma questão muito marcante nesta sociedade de consumo é o dinheiro, que no filme é abordado mostrando a vida de algumas pessoas de várias partes do mundo, como um garoto europeu que ficou milionário, mas que prefere ter sua vida simples e sem muito dinheiro de volta, ou a garota Cubana que em uma viagem descobriu e ficou deslumbrada com o mundo consumista que existe fora de Cuba; Ou também os trabalhadores Indianos que ganham a vida desmontando navios. Tudo isto para exemplificar esta particularidade do capitalismo que deixa poucas pessoas com muito e muitas pessoas com pouco.

Surplus apesar de ser bastante pessimista, pode ser encarado como um alerta para todas as pessoas do mundo de que chegou a hora de alguns valores da sociedade serem repensados e algumas atitudes em relação ao meio ambiente serem tomadas com certa urgência.

 

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Resenha – [REC]

Aconteça o que acontecer, nunca pare de gravar

Renan Cavalcante

Claustrofóbico e vertiginoso, dois adjetivos para caracterizar o filme Espanhol de Jaume Balagueró, REC, que é um daqueles filmes que te deixa grudado na poltrona do cinema com o coração acelerado.
A história de REC se passa na noite em que a apresentadora de um programa de TV, Angela Vidal (Manuela Velasco) é escalada junto com o seu câmera (Paco Plaza) para acompanhar a equipe do corpo de bombeiros local durante uma noite de trabalho. Tudo corre normalmente até que um chamado é recebido. Chegando ao local as equipes de TV e dos bombeiros se deparam com moradores assustados por causa de uma mulher que está histérica trancada em seu apartamento, que acaba atacando um policial, logo depois o prédio e lacrado pelas autoridades isolando todo mundo sem explicações sobre o que está acontecendo.

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REC é todo filmado em primeira pessoa, técnica que coloca o telespectador na ação junto com a personagem que está carregando a câmera e deixa o suspense do filme ainda mais angustiante. Filmar em primeira pessoa é uma técnica já usada em outros filmes de terror, mas que faz bem o papel de criar a tensão e expectativas necessárias.
Apesar de ser um filme que eleva os níveis de adrenalina até o topo, REC tem um momento de entrevistas que corta todo o suspense do filme, mas que é totalmente justificado pelo roteiro de documentário ao qual se foca o programa que está sendo filmado.
O filme não pode ser considerado uma revolução no jeito de se fazer terror, mas Jaume Balagueró usou bem os artifícios que ele tinha para fazer um excelente filme, que foi refilmado por Hollywood com o nome de Quarentena.

[REC] estreiou aqui no Brasil na última sexta-feira dia 14/11

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