Crítica Avatar

As primeiras vezes que eu ouvi falar de Avatar confundi com o desenho da Nickelodeon, só depois fui entender do que se tratava e ai que as expectativas começaram. Ouvi muitas vezes que o diretor James Cameron havia esperado uns 14 anos para poder fazer o filme, e que essa demora toda aconteceu porque não existia a tecnologia necessária para por em prática todas as suas idéias. Tudo isso que foi falado me inflou de expectativas quanto ao filme, mas logo no primeiro trailer elas diminuíram, afinal um trailer em 2D no computador do trabalho não se compara ao visual pretendido em uma tela gigante em 3D. E assim fui para o Avatar Day, no IMAX aqui de São Paulo, ainda assim com grandes expectativas, e sai de lá satisfeito com o que vi. Um visual impressionante e cenas que davam o tom do que veria na versão final. O problema ficou com certa insegurança que afetou a todos. Afinal, será que além de ter um ótimo visual, o resto da obra atingiria as expectativas criadas por todo hype criado?

Li em certos lugares, e também tive a impressão que Avatar não iria ser o que estava sendo esperado, mas posso falar que tudo isso não passou de especulação e o que assisti hoje no cinema foi algo que só não superou as minhas expectativas por alguns pequenos detalhes, mas nada que chegasse perto de estragar um ótimo filme, que foi a estreia mais aguardada do ano.

A começar pelo visual do filme, é uma coisa espetacular, não tem como acreditar que Pandora não é algo real, um ecossistema todo criado para dar veracidade ao filme ajudou muito também. Tudo ali parece real e em sintonia, as árvores, os pequenos e os grandes animais, a vegetação rasteira tudo ali dá a impressão de algo grandioso e real.

Com um roteiro bem montado que só deixa a desejar em algumas partes do filme,como o começo da história, que não foi dada uma importância para a história do protagonista Jake Sully, aqui na terra quando ele ainda era fuzileiro e o que levou a ficar paraplégico. Só uma pequena cena explica como ele foi parar no programa Avatar. O final não foi algo surpreendente, era exatamente o que eu esperava, e torcia para não acontecer. Mas o clímax do filme esse sim vale a pena, com ótimas tomadas de ação e mais deslumbre visual com todos os acontecimentos que se desenrolam ali.

E claro que em tempos de aquecimento global o discurso ecológico está nas entranhas de toda a história. Mensagens do tipo “devemos respeitar as florestas” e “os homens estão destruindo tudo por causa da ganância” podem ser percebidos durante a trama. Mas nada tão gritante que faça você achar que está assistindo documentários como “Uma Verdade Inconveniente”.

Avatar é um filme que deve ser assistido, em IMAX, mas se você não morar em São Paulo ou Curitiba opte pelas cópias em 3D, pra poder fazer parte da experiência que é assistir Avatar  e ver o motivo de tanta espera do diretor em fazer esse filme e deixá-lo absurdamente incrível, que faz os queixos caírem.

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4 Comentários

Arquivado em Críticas

4 Respostas para “Crítica Avatar

  1. Pingback: Tweets that mention Crítica Avatar « Cine Cido -- Topsy.com

  2. INVEJA!!!!! hehehe, tá todo mundo doido depois que assistiu o filme dizendo que é de deixar o queixo caído… Amanhã vou ver!!!!

  3. Filme fantástico… Ontem fui conferir e fiquei embasbacado com toda a tecnologia que Avatar trouxe às telonas… Com certeza, James Cameron inaugurou uma nova era de ver filme no cinema.

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